sexta-feira, 29 de março de 2019

"Mangueira é campeã do carnaval 2019

A Estação Primeira de Mangueira é a grande campeã do carnaval 2019. Com um belíssimo desfile, que lhe rendeu a pontuação máxima de 270 pontos na apuração, a Verde e Rosa conquistou sua vigésima estrela e confirmou sua posição entre as maiores vencedoras da festa carioca.

A vitória veio com um enredo contestador, "História pra Ninar Gente Grande", do carnavalesco Leandro Vieira, que trouxe um novo olhar para a história do Brasil, que questiona a existência de heróis esquecidos pelos livros oficiais, como, por exemplo, Chico da Matilde, o "Dragão do Mar", um jangadeiro cearense que, ao não aceitar transportar mais escravos em sua jangada, iniciou o processo que fez o estado do Ceará abolir a escravidão quatro anos antes da Lei Áurea, assinada pela Princesa Isabel.
Em brilhante texto e pesquisa da jornalista Alba Valéria Mendonça, do por tal G1, veja quem são os personagens citados no enredo e no samba-enredo de autoria de Deivid Domênico, Tomaz Miranda, Mama, Marcio Bola, Ronie Oliveira e Danilo Firmino, escolhido em outubro de 2018, e que recebeu nota 10 de todos os julgadores.
Leci Brandão: cantora, compositora e política, primeira mulher a integrar a ala de compositores da Mangueira e até hoje uma das maiores defensoras do samba.
Jamelão: engraxate e vendedor de jornais, José Bispo Clementino dos Santos ficou conhecido como Jamelão e começou a interpretar os sambas Mangueira em 1949, sendo a primeira voz da escola de samba de 1952 a 2006. O cantor morreu em 2008.
Dandara: mulher de Zumbi dos Palmares, a maior comunidade de escravos fugidos do país, em Alagoas. Ao ser capturada, em 1694, se jogou de uma pedreira para não voltar à condição de escrava. Teve três filhos com Zumbi.
Aqualtune: princesa africana, filha de um rei do Congo, que ao ser trazida para o Brasil, foi escravizada. Mãe de Ganga Zumba e avó de Zumbi, tinha conhecimentos políticos, organizacionais e de estratégia de guerra e foi fundamental na consolidação do Estado Negro, a República de Palmares.
Cariri: índios que reuniam diversas etnias que ocupavam uma grande área no Nordeste. Eles se organizaram em uma confederação e foram chamados de bárbaros.
Cunhambebe: líder indígena dos tupinambás que, no século 16, esteve à frente da Confederação dos Tamoios, revolta dos indígenas contra os colonizadores portugueses entre 1554 e 1567.
Caboclos de julho: força que expulsou as tropas portuguesas em 1823, na independência da Bahia, em 2 de julho.
Dragão do Mar de Aracati: ou Chico da Matilde, apelidos do jangadeiro cearense Francisco José do Nascimento, que conseguiu a libertação dos escravos no Ceará quatro anos antes da assinatura da Lei Áurea.
Sepé Tiaraju: guerreiro indígena brasileiro, considerado santo popular e declarado "herói guarani missioneiro rio-grandense" por lei. Chefe indígena dos Sete Povos das Missões, liderou uma rebelião contra o Tratado de Madri, de desocupação da região.
Luísa Mahin: ex-escrava de origem africana que, radicada no Brasil, tomou parte na articulação de todas as revoltas e levantes de escravos, como a Revolta dos Malês, na Bahia nas primeiras décadas do século 19.
Malê: era o termo usado no Brasil, no século 19, para designar os negros muçulmanos que sabiam ler e escrever em língua árabe. Notabilizaram-se pela Revolta dos Malês, que ocorreu em 1835, na Bahia.
José Piolho: líder do Quilombo do Piolho, no Mato Grosso, que na segunda metade do século 18, reuniu negros nascidos na África e no Brasil, índios, brancos e cafuzos (mestiços nascidos da união de negros e índios).
Tereza de Benguela: foi mulher de José Piolho. Ela se torna a rainha do Quilombo Quariterêre após a morte do marido. Sob sua liderança, a comunidade negra e indígena resistiu à escravidão por 20 anos, sobrevivendo até 1770, quando o quilombo foi destruído.
Esperança Garcia: considerada a primeira mulher negra advogada do Piauí. Em 1770, Esperança enviou uma petição ao então presidente da Província de São José do Piauí, Gonçalo Lourenço Botelho de Castro, onde denunciava maus-tratos e abusos físicos contra ela e o filho, pelo feitor da fazenda onde era cativa.
Manoel Congo: líder da maior rebelião de escravos do Vale do Paraíba. A revolta ocorreu na cidade de Paty do Alferes, sul do Rio de Janeiro. Manuel foi capturado e morreu enforcado em 1838.
Marianna Crioula: escrava nascida no Brasil. Era costureira e mucama da mulher do capitão-mor Manuel Francisco Xavier. Foi descrita como sendo a "preta de estimação" e uma das escravas mais dóceis e confiáveis. Se uniu a Manoel Congo na fuga de cerca de 300 escravos. Foi levada a julgamento e depois de ser absolvida foi obrigada a assistir à execução pública de Manoel Congo.
Acotirene: teria sido a primeira a chegar ao Quilombo dos Palmares, antes de Ganga Zumba assumir o poder. Era conselheira dos primeiros negros refugiados na Cerca Real dos Macacos – Serra da Barriga.
Carolina de Jesus: escritora brasileira, conhecida por seu livro “Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada”, publicado em 1960. É considerada uma das primeiras e mais importantes escritoras negras do Brasil.
Aleijadinho: Antônio Francisco Lisboa, mais conhecido como Aleijadinho, foi um importante escultor, entalhador e arquiteto do Brasil colonial.
Marielle Franco: nascida na Favela da Maré, na Zona Norte do Rio. Cursou uma universidade e se elegeu vereadora pelo PSOL, em 2016. Combativa, defendia as causas das mulheres, dos negros e dos moradores das favelas. Marielle foi assassinada em 14 de março de 2018."

Fonte: página oficial da Mangeira:
http://www.mangueira.com.br/noticia-detalhada/2074

quinta-feira, 28 de março de 2019

Samba-enredo da Mangueira em 2019 fará homenagem a Marielle Franco

"Marias, Mahins, Marielles: saiba quem são as mulheres negras citadas no enredo da Mangueira.


Maria Felipa


Conhecida pela população da Ilha de Itaparica, na Bahia, como a “Heroína Negra da Independência”, Maria Felipa teve participação fundamental em confrontos com portugueses durante a guerra da Independência da Bahia, entre fevereiro de 1822 a julho de 1823. Sua participação na guerra, a princípio, era como enfermeira, mas a fama veio quando Maria Felipa liderou um grupo de 40 mulheres contra soldados portugueses que preparavam um ataque. Conta-se que mulheres seduziram os dois guardas que cuidavam da esquadra de navios e, quando estavam em local isolado e nus, foram açoitados por galhos de cansanção, planta que provoca queimaduras na pele. As 42 embarcações que aguardavam ordens para reprimir a independência baiana foram queimadas pelo grupo liderada por Felipa.

Luíza Mahin

Mãe do poeta e abolicionista Luís Gama – principal fonte dos registros históricos de sua existência - Luíza Mahin foi ex-escrava e teve papel fundamental nas revoltas dos negros que aconteceram na Bahia do século XIX, sendo a Revolta dos Malês, de 1835, a principal delas.
Ela já foi homenageada no carnaval de 2018, pela escola Alegria da Zona Sul, que trouxe para o desfile da Série A o enredo “Bravos Malês – A saga de Luíza Mahin”. Apesar das homenagens, são poucos os registros históricos de sua atuação naquela área. Não se sabe ao certo o que aconteceu com ela após as perseguições que sofria por ser negra e abolicionista, mas em carta, Luís Gama conta que a mãe fugiu para o Rio de Janeiro, foi capturada e deportada de volta para a África.No desfile da Mangueira, coube à sambista Leci Brandão representar Luíza Mahin.

Dandara

Ao contrário da princesa Isabel, que teve sua história contada e seu rosto eternizado em pinturas que perpetuam a narrativa sobre seus feitos para o fim da escravidão, a trajetória de Dandara possui lacunas: seu rosto nunca foi registrado e não se sabe como eram as feições da mulher que lutou ao lado de Zumbi pela libertação dos negros. Sem um título de nobreza ou um sobrenome para diferenciá-la dos demais, Dandara teve papel fundamental no funcionamento do Quilombo dos Palmares, onde participou de lutas de capoeira para defender o território das diversas tentativas de invasão. De acordo com os poucos registros históricos, ao lado do marido Zumbi, ela ajudou a constituir a organização social e econômica do quilombo. No desfile da Mangueira, Dandara foi representada pela cantora Alcione.

Marielle Franco

O nome de Marielle Franco já ecoou diversas vezes nos últimos meses, mesmo antes do carnaval. Às vésperas de completar 1 ano de seu assassinato, crime ainda sem solução, ela foi homenageada na passarela do samba pela verde e rosa. A quinta vereadora mais votada nas eleições de 2016, Marielle usou o seu mandato para denunciar excessos cometidos contra os moradores de comunidade, como o Complexo da Maré, lugar onde nasceu e cresceu. A vereadora, assumidamente bissexual, defendia os direitos da população LGBT, além de levantar as bandeiras do feminismo, da luta pela igualdade racial e dos direitos humanos. Na parte final do desfile, componentes da Mangueira levaram bandeiras com o rosto de Marielle e de outras lideranças negras no Brasil.

Leci Brandão

Nome conhecido pelos amantes de samba, Leci Brandão da Silva também foi lembrada pelo enredo vencedor de 2019. Brandão iniciou sua carreira musical na década de 1970, sendo uma das primeiras mulheres compositoras de samba do país, ao lado de nomes como Dona Ivone Lara. Leci fez história quando, em 1972, tornou-se a primeira mulher a integrar a ala dos compositores da Mangueira. No entanto, sempre chamou atenção por ser mulher negra, lésbica, feminista e de origem humilde ocupando um ambiente dominado por homens. Para além do samba, está em seu terceiro mandato como deputada estadual por São Paulo, sendo a segunda deputada negra da história do estado. Na Assembleia, é voz atuante na promoção da igualdade racial e na defesa das religiões de matriz africana, além de levantar questões ligadas às mulheres, aos indígenas e quilombolas e à população LGBTQ. Além de ter representado Luíza mahin como destaque em uma das alegorias da Mangueira, Leci é citada na letra do samba campeão: "Dos Brasis que se faz um país de Lecis, Jamelões". Leci Brandão veio no carro alegórico no desfile da Mangueira.

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Abaixo a letra da música:
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Samba-Enredo 2019 - Histórias Para Ninar Gente Grande

Mangueira, tira a poeira dos porões
Ô, abre alas pros teus heróis de barracões
Dos Brasis que se faz um país de Lecis, jamelões
São verde e rosa, as multidões
Mangueira, tira a poeira dos porões
Ô, abre alas pros teus heróis de barracões
Dos Brasis que se faz um país de Lecis, jamelões
São verde e rosa, as multidões
Brasil, meu nego
Deixa eu te contar
A história que a história não conta
O avesso do mesmo lugar
Na luta é que a gente se encontra
Brasil, meu dengo
A Mangueira chegou
Com versos que o livro apagou
Desde 1500 tem mais invasão do que descobrimento
Tem sangue retinto pisado
Atrás do herói emoldurado
Mulheres, tamoios, mulatos
Eu quero um país que não está no retrato
Brasil, o teu nome é Dandara
E a tua cara é de cariri
Não veio do céu
Nem das mãos de Isabel
A liberdade é um dragão no mar de Aracati

Salve os caboclos de julho
Quem foi de aço nos anos de chumbo
Brasil, chegou a vez
De ouvir as Marias, Mahins, Marielles, malês
Composição: Tomaz Miranda / Ronie Oliveira / Márcio Bola / Mamá / Deivid Domênico / Danilo Firmino · Esse não é o compositor? Nos avise.
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sexta-feira, 8 de março de 2019

quinta-feira, 7 de março de 2019

" ESTOU VOANDO PRA CASA

“Adeus, morada azul do céu. Adeus, estrelas e celebridades celestes, com seus dramas na tela do espaço. Adeus, flores, com suas armadilhas de beleza e fragrância. Vocês já não me podem deter. Estou voando para Casa.
Adeus ao tépido abraço do sol. Adeus, brisa fresca, suavizante e confortadora. Adeus, encantadora música dos homens.
Permaneci longo tempo divertindo-me com todos vocês, dançando com meus pensamentos de trajes variados, bebendo o vinho de meus sentimentos  e  de minha vontade  mundana. Agora, abandonei a embriaguez da ilusão.
Adeus, músculos, ossos e movimentos cor- porais. Adeus, respiração. Eu a expulso de meu peito. Adeus, batimentos  cardíacos, emoções, pensamentos e memórias. Estou voando para Casa, no aeroplano do silêncio. Vou, para em Deus sentir o pulsar de meu coração.
Pairando no aeroplano da consciência – acima, abaixo, à esquerda,  à direita,  dentro e fora, em toda parte – descubro que, em cada recanto de meu lar espacial, estou sempre na sagrada presença de meu Pai.”
*extraído do livro Meditações Metafísicas.

Em 7 de março de 1952, após declamar o poema “Minha Índia”, Paramahansa Yogananda, autor de Autobiografia de um Iogue entrou em Mahasamadhi (a derradeira vez que um iogue abandona conscientemente seu corpo), em Los Angeles, EUA, durante um banquete em homenagem a Binay R. Sen, embaixador da Índia.
Yogananda já havia informado aos seus discípulos mais próximos que a hora de deixar o corpo estava próxima. Sri Daya Mata – que assumiria a presidência da Self-Realization Fellowship alguns anos depois – perguntou a ele como poderia dar continuidade à obra sem sua presença física. O mestre indiano respondeu: “Lembre-se disto: quando eu me for, só o amor poderá ocupar meu lugar. Embriague-se dia e noite com o amor de Deus e ofereça esse amor a todos.”

POEMA “MINHA ÍNDIA”

*Por Paramahansa Yogananda
Não onde se evola o almiscar da fortuna,
Nem onde jamais andaram a escuridão e o medo;
Nem nas mansões de perpétuos sorrisos,
Nem no céu de uma terra florescente eu nasceria,
Se uma vez mais tivesse de tomar as vestes mortais;
Mesmo que a temível fome rondasse e me lacerasse a carne,
Mesmo assim gostaria de voltar ao meu Hindustão.
Em hordas rapinantes,
Poderiam as doenças tentar arrebatar a fugaz saúde do corpo
E nuvens fatídicas despejar gotas cadentes de tristeza,
Ainda assim, lá na Índia gostaria de renascer.
É este amor um cego sentimento alheio aos ditames do bom-senso?
Ah, não! Amo a Índia!
Pois foi lá que, primeiro, aprendi a amar a Deus e a todas as coisas belas.
Alguns ensinam a agarrar a vida
– efêmera gota de orvalho a resvelar na folha de lótus do tempo;
Constroem-se obstinadas esperanças em torno da dourada e frágil gota corpórea.
Mas a Índia me ensinou a amar a alma da imortal beleza do orvalho e da gota
Não suas débeis molduras.
Seus sábios me ensinaram a encontrar meu Ser,
Sepultado nas acumuladas cinzas de encarnações imersas na ignorância.
Cruzando muitas terras poderosas, terras de abundância e conhecimento,
Minha alma, às vezes assumindo vestes orientais, às vezes ocidentais
Empreendeu longas e distantes jornadas em busca de si mesma
Para, afinal, encontrar-se na Índia.
Mesmo que fogos mortais devastassem suas casas e seus dourados arrozais,
Para dormir sobre suas cinzas e sonhar com a imortalidade,
Oh Índia! Aí hei de estar.
As armas da ciência e da matéria estrugiram em suas praias,
No entanto, ela é indômita.
Eternamente livre é sua alma!
Seus santos soldados se vão
A dispersar, com o raio da realização,
Os bandoleiros do ódio, do preconceito e do egoísmo patriótico;
Vão incendiar as negras muralhas que separam os filhos do Uno, o Pai Imutável.
Com o poder material, os irmãos ocidentais conquistaram minha terra;
Soprai, soprai alto todas as suas trompas!
Agora a Índia os invade com amor, para lhes conquistar as almas.
Mais do que o céu ou a Arcádia eu te amo, oh minha Índia!
E darei o teu amor a toda nação irmã existente.
Deus criou a terra;
O homem criou os países confinantes e suas imaginárias e frias fronteiras.
Mas com o insólito e ilimitado amor
Vejo as fronteiras de minha índia se expandirem no mundo.
Salve Mãe das religiões, dos lótus, das formosas paisagens e dos sábios!
Teus amplos portais estão abertos
Para saudar os reais filhos de Deus e de todas as eras.
Onde o Ganges, as florestas, as cavernas do Himalaia e os homens sonham com Deus
Sou abençoado, meu corpo tocou esse solo.


- Entendendo que a morte nada mais do que uma passagem de regresso ao nosso verdadeiro lar, copiamos o poema “Estou voando para casa”, de Paramahansa Yogananda, e que nos faz lembrar da grandeza desse Mestre com muita gratidão!

- POEMA “MINHA ÍNDIA ”

link da página que foi extraído:

O Barqueiro Divino - Poema de Paramahansa Yogananda



O Barqueiro Divino
Poema de Paramahansa Yogananda
“Quero lançar-me ao mar muitas vezes, atravessando o golfo além morte, e retornar às praias da Terra,
descendo
 de meu lar celestial. 
Quero acolher em meu barco aqueles que esperam, sedentos,
os que foram deixados para trás, 
e levá-los ao lago opalino de alegria iridescente onde meu Pai distribui as águas da paz que saciam todo desejo.
"Oh! Eu voltarei muitas e muitas vezes!
Atravessando milhões de abismos de sofrimento, com os pés sangrando, voltarei -
um trilhão de vezes, se necessário for -
enquanto souber que algum irmão, abandonado,
foi deixado para trás.
"Desejo possuir-Te, ó Senhor, para poder dar-Te a todos os demais.
Quero a salvação, para poder dá-la a todos.
Liberta-me, pois, ó Deus, da escravidão ao corpo, para que eu possa mostrar aos outros como se libertarem.
"Anseio conquistar Tua eterna bem-aventurança, apenas para compartilhá-la com os demais;
para poder mostrar a todos os meus irmãos o caminho
que conduz à felicidade em Ti, sempre e para sempre.”
(extraído da página do Facebook: Círculo de Meditação da Self-Realization Fellowship em Piracicaba, postado há 12 h ).