sábado, 28 de fevereiro de 2015
terça-feira, 17 de fevereiro de 2015
É do Ricardo Gondim e não do Mario de Andrade
E
não se chama:
E
sim: “Tempo que foge!
Tempo que foge!
Categoria: Poemas -
13/12/2011
Tempo que foge!
Ricardo Gondim
10.5.2008
Contei
meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que
já vivi até agora. Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de
jabuticabas. As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam
poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. Não tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não
tenho tempo para projetos megalomaníacos. Não participarei de conferências que
estabelecem prazos fixos para reverter a miséria do mundo. Não vou mais a
workshops onde se ensina como converter milhões usando uma fórmula de poucos
pontos. Não quero que me convidem para eventos de um fim-de-semana com a
proposta de abalar o milênio.
Já não
tenho tempo para reuniões intermináveis para discutir estatutos, normas,
procedimentos parlamentares e regimentos internos. Não gosto de assembléias
ordinárias em que as organizações procuram se proteger e perpetuar através de
infindáveis detalhes organizacionais.
Já não
tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade
cronológica, são imaturos. Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em
reuniões de “confrontação”, onde “tiramos fatos à limpo”. Detesto fazer
acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário do
coral.
Já não
tenho tempo para debater vírgulas, detalhes gramaticais sutis, ou sobre as
diferentes traduções da Bíblia. Não quero ficar explicando porque gosto da Nova
Versão Internacional das Escrituras, só porque há um grupo que a considera
herética. Minha resposta será curta e delicada: – Gosto, e ponto final!
Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: “As pessoas não debatem
conteúdos, apenas os rótulos”. Meu tempo tornou-se escasso para debater
rótulos.
Já não
tenho tempo para ficar dando explicação aos medianos se estou ou não perdendo a
fé, porque admiro a poesia do Chico Buarque e do Vinicius de Moraes; a voz da
Maria Bethânia; os livros de Machado de Assis, Thomas Mann, Ernest Hemingway e
José Lins do Rego.
Sem
muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana;
que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera
eleita para a “última hora”; não foge de sua mortalidade, defende a dignidade
dos marginalizados, e deseja andar humildemente com Deus. Caminhar perto dessas
pessoas nunca será perda de tempo.
Soli
Deo Gloria.
E
não se chama
Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver
daqui para a frente do que já vivi até agora.
Tenho muito mais passado do que futuro.
daqui para a frente do que já vivi até agora.
Tenho muito mais passado do que futuro.
Sinto-me como
aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas..
As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam
poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados.
Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram,
cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir
assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar
da idade cronológica, são imaturos.
Detesto fazer acareação de desafectos que brigaram pelo majestoso cargo
de secretário geral do coral.
‘As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos’.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência,
minha alma tem pressa…
Sem muitas cerejas na bacia, quero viver ao lado de gente humana,
muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com
triunfos, não se considera eleita antes da hora,
não foge de sua mortalidade,
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade,
O essencial faz a vida valer a pena.
E para mim, basta o essencial!
As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam
poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados.
Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram,
cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir
assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar
da idade cronológica, são imaturos.
Detesto fazer acareação de desafectos que brigaram pelo majestoso cargo
de secretário geral do coral.
‘As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos’.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência,
minha alma tem pressa…
Sem muitas cerejas na bacia, quero viver ao lado de gente humana,
muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com
triunfos, não se considera eleita antes da hora,
não foge de sua mortalidade,
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade,
O essencial faz a vida valer a pena.
E para mim, basta o essencial!
Não é do
Mário de Andrade (1893-1945)
Confira no link: http://www.ricardogondim.com.br/poemas/1401/
marina fama
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015
outras reflexões atualíssimas!
Tá na hora de trabalhar pelos interesses da nação brasileira e
não do lucro fácil, escuso e mais danoso do que qualquer propinoduto:
o entreguismo!
O que se vê são as "raposas" num jogo de tudo ou nada
tentando ganhar a guarda do "galinheiro"! E depois?! Já vimos esse
filme e não sobraram "penas"!
O "sujo" fica imundo ao tentar dar golpe baixo no
"mal-lavado".
Ao invés de ajudar a fazer a reforma política de verdade, propõe 'abrir a porta para mais corrupção', com o financiamento privado de campanha.
Ao invés de ajudar a fazer a reforma política de verdade, propõe 'abrir a porta para mais corrupção', com o financiamento privado de campanha.
Precisamos criar mecanismos eficazes de combate à corrupção e
não o contrário!
Por fim, urge pôr fim às ideias nefastas desses inconformados com a derrota nas urnas desrespeitando um bem
maior conquistado com sangue e muitas vidas:
a democracia.
a democracia.
marina fama
Reflexões, enfim, tudo serve de lição.
Gn 4,1. 15-25
Se você respeita o que diz a
bíblia pode depreender de que Deus defenderia no mínimo a prisão perpétua no
lugar da pena de morte, quando diz punir sete vezes mais quem matasse Caim por
ter matado Abel, impondo-lhe que vagasse sem cessar sobre a terra.
Evangelho (mc 8,11-13)
No evangelho de hoje segundo Marcos, ao responder sobre as
exigências dos fariseus que lhes mostrassem um sinal, destaca-se a fala precisa
de Jesus: "a esta gente não será dado nenhum sinal"!
Suponho que Ele aumentaria o risco de morrer antes do programado se fizesse algum milagre diante deles.
E como Ele já havia dito que "felizes os que acreditavam sem ver"; reforçando que a fé tem efeito positivo de quem a tem e a pratica, conseguindo realizar milagres.
E como Ele já havia dito que "felizes os que acreditavam sem ver"; reforçando que a fé tem efeito positivo de quem a tem e a pratica, conseguindo realizar milagres.
sábado, 14 de fevereiro de 2015
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015
duplamente transmutada
(um)
O que tenho pra lhe oferecer
A não ser minha voz
Minha língua falante
Meus medos superados
Minha mochila vazia
Meus momentos
Melhores guardados
No cofre do passado
E um futuro de presente
De recomeço
Sim
Lhe dou o meu futuro
Embrulhado no tapete
Da sala de estar
No meio do oceano
fora das 200 milhas
porque lá nada nos pertence
Euzinha aqui
Me ofereço em sacrifício
Para lhe ensinar aprendendo
Me desossando
(dobrando e desdobrando)
Até quebrar
depois
distribuir
olhos, coração, fígado...
enfim, o que estiver bom
por fim, as vísceras secas
à reciclagem
Daí me presenteio
Com corpo novinho
Sem dores,
Outro mundo,
Outros amores
Neste,
meus pedaços
picados são flores
viram pétalas
Sabores
Sons
temperos mágicos
de sentimentos
sem fim
sem apego
só
plenitude
marina fama
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015
305 a.C - um idílio no sul da Índia
Thayumanavar, um dos extraordinários santos do sul da índia:
Você pode comandar o elefante,
Pode fechar a boca ao urso e ao tigre.
Pode cavalgar o leão,
E pode brincar com a cobra.
Pela alquimia pode prolongar a vida,
Pode vagar em segredo pelo mundo todo,
Pode fazer dos deuses seus vassalos.
Pode ficar cada dia mais jovem,
E andar sobre água e atravessar o fogo.
Mas conhecer a si mesmo é bem melhor que isso, e mais difícil.
(Autobiografia de um Iogue, pag. 401, Ed. Lótus do Saber, 3ª Edição)
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