domingo, 23 de dezembro de 2012

Fazendo de conta...



a gente olha e faz de conta que não vê...

a gente vê que faz de conta e faz de conta que não se importa em fazer de conta...

mas, se se importa, faz de conta que não...

a gente que faz de conta o tempo todo é assim: do contra!

até quando ? !!!

(sem fazer de conta)

preciso de você

nem que seja pra fazer de conta!

por isso, vivo me lembrando do prof. Hermógenes:
"nunca dependa daquilo que não depende de você. "

e mesmo assim, faço de conta que sigo!!!

será que ainda tem poço ?  posso com isso ?

daí o lado divino fica mais forte,

porque esse do lado humano...

só fazendo de conta!



Marina Fama

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Alegria, sempre, porque "A dor faz parte,  mas o sofrimento é opcional..." - Carlos Drummond de Andrade, apud Revista Bons Fluidos-fev.2012, p. 30. 


                                                                                                                     Marina Fama











quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Um momento a registrar


 
                                       Este????
How to Oil Paint a Clownthumbnail
 
Ou Este???
                           Não importa.
                           Palhaços se pintam copiosamente,
para o palco e , ou para a tela de algum pintor .
Manet, Picasso , Toulouse Lautrec  esbanjaram lágrimas como medium
na mistura das cores ao rítmo das emoções .
 
                           Rir de si mesmo ? É o melhor !  
E, chorar às escondidas!!! ...
 
Eis o segredo da versificação para  qualquer poeta;
e, palheta contendo o arco-íris de quem quer
ousadamente descobrir a expressão do reflexo
da luz que não intimida ,não prejudica , não afeta.
 
                         Mas, mas ,
no palco da vida
somos pintados,
na lúdica indagação
_ que o enganar é fato,
 
                          Não perdemos
a nossa face em algum espelho
( Como diz o poema ).
                          Perdemos o espelho
no qual deveríamos nos espelhar ...
 
       
 E, aí , se chora ou se rí
como qualquer palhaço.
 Pierrot ou saltimbancos .
Distraímo-nos no giro  da Roda Gigante
de acalentar  que vale à pena ,
inda assim , sobreviver ...sonhar ...
Antonia  Fama

Olhar de um amigo

Esse seu olhar tão manso
no qual às vezes descanso
‘meu desgosto e alegria.

Lembra os tempos de menina,
quando brincava na esquina
de ladrões e de mocinhos
_que se pegavam brincando,
depois morrendo ou matando,
no chão rolavam sozinhos.

O romance se fazia,
quando então a calmaria,
do cansaço se instalava.
_cada um traçava um rumo,
de nunca perder o prumo,
do sonho, da fantasia.

Esse seu olhar tão manso
tão queixoso...cheio de encanto
era tudo que queria !
_que me bota fé no peito
_que cobre qualquer defeito
incluindo a covardia:
_de assumir erro-e-engano;
_negar direito de pranto,
prá quem chorar, só sabia...

Esse seu olhar calado,
parece um retrato falado
do que chamo poesia !

_que de noite me convida
prá no céu buscar a lua
e encontrar a estrela-guia...
_que me vira no avesso
e guarda todo segredo,
quando quero ser ouvida...

Esse seu olhar tão manso,
é meu perfeito balanço,
_de “ficar de bem com a Vida ! ”

Antonia Fama

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012


 poema em prosa depois das festas a real cai de pau nada romântica:


 "ESFREGÃO DA DITA DITOSA".

Veio como “ um insight ” aquela vontade de fazer e fiz sem saber o por quê foi agindo envolvendo entre uma e outra música uma e outra sujeira exterminada foi vindo do fundo das entranhas não necessariamente daí um pouco mais acima do meio do peito mais para a esquerda relutou esperneou gemeu suou liberou boa prática convincente pé no chão terapia esfregão: ah “ dita! ” e  nem palpita!?
marina fama

Declaração de amor à Sampa:


“quando o apito da fábrica de tecidos vem ferir os meus ouvidos eu me lembro de você”...


O dia amanhecendo luminoso

escondo meu rosto

por entre as frestas irregulares

onde o sentimento nasceu.


O que me apetece é imaginá-la

como uma seda tecida em ritmo de vida

 - vontade e tesão.


Estampa uma S. Paulo de céu azul brilhante

caindo à tarde  menos cortante

ousa criar novos estilos queimando velhas tendências.


Apesar da excessiva labuta em meio ao  fretenir das máquinas 

à noite chega ofegante sedenta de brindes eróticos de amores amantes.

marina fama

domingo, 8 de janeiro de 2012



Um amanhecer prestes à virada! 

                            2012 promete!


Sereno, meditativo, muitos sonhos pra uns e outros!
Desejo a todos alto astral!

sábado, 7 de janeiro de 2012

dica:


"Kriya ioga é um instrumento pelo qual a evolução humana pode ser acelerada"(Sri Yukteswar apud Yogananda,Paramahansa, Autobiografia de um Iogue, Lotus do Saber, 3ª ed - 2009, p.248)  
  "Sorria você está sendo velado!!!"              


marina fama
fim ou começo ?                                                                                                                     Marina Fama


Consciência ao destino  


serátalvezcerto ?


verdeazulnudez !


mudo
concreto
terra


céu...



sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Transfiguração Marina Fama

Ela pantera em mim a fúria das onças brasileiras
Os leões só observam

A vontade é de subsumir em sua zona demarcada com um simples olhar

(abruptos sentidos decolam)

Hora de espiritualizar o que há:
Despertar diante de outra ótica

Sem lógica

Vôo livre, silêncio profundo

(Deus)

Luzes em partículas quânticas

Metamorfoseando tudo:

Antes, à ditadura da mente
(atraente)
Hoje, o Coração decide a rota
(contente)

Mão na cara.



Convocação


cara de ninguém
em preto e branco grita:
venham todos!
vamos além!

ouve-se um eco,
que acrescenta e protesta:

a arte é alimento também!


Marina Fama


20/09/2006.


FOTO



Vidas

Três vidas ávidas de vida
Esperanças escondidas em cobertas cinzas
Batem cruas na cara da rua
Da gente.

Reação insana da humanidade
Que caminha para onde
Não se sabe.

Apenas retóricas...

Onde andam os genuínos
Sentimentos ?

Tecnologia ?

Alimentos transgênicos?

Pra que?

Será que só Deus sabe?!



Marina Fama


20.09.2006




Marina Fama



“Nesta noite funda, fria e sem Deus”.





De dia geme e corre,
De noite finge que dorme.

Camuflando os breus
em vã proteção aos seus.

“Nesta noite funda, fria e sem Deus”,
Invocam-se Proteus, Zeus, Eus.

Num País dos becos, dos nadas,
Das subs, subs, sub-raças em manadas.

Ilude-se de prima, debaixo pra cima
Sem ter, sem saco, sem rima.