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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
Um momento a registrar
Olhar
de um amigo
Esse
seu olhar tão manso
no
qual às vezes descanso
‘meu
desgosto e alegria.
Lembra
os tempos de menina,
quando
brincava na esquina
de
ladrões e de mocinhos
_que
se pegavam brincando,
depois
morrendo ou matando,
no
chão rolavam sozinhos.
O
romance se fazia,
quando
então a calmaria,
do
cansaço se instalava.
_cada
um traçava um rumo,
de
nunca perder o prumo,
do
sonho, da fantasia.
Esse
seu olhar tão manso
tão
queixoso...cheio de encanto
era
tudo que queria !
_que
me bota fé no peito
_que
cobre qualquer defeito
incluindo
a covardia:
_de
assumir erro-e-engano;
_negar
direito de pranto,
prá
quem chorar, só sabia...
Esse
seu olhar calado,
parece
um retrato falado
do
que chamo poesia !
_que
de noite me convida
prá
no céu buscar a lua
e
encontrar a estrela-guia...
_que
me vira no avesso
e
guarda todo segredo,
quando
quero ser ouvida...
Esse
seu olhar tão manso,
é
meu perfeito balanço,
_de
“ficar de bem com a Vida ! ”
Antonia Fama
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
poema em prosa depois das festas a real cai de pau nada romântica:
"ESFREGÃO DA DITA DITOSA".
Veio como “ um insight ” aquela vontade de fazer e fiz sem saber o por quê foi agindo envolvendo entre uma e outra música uma e outra sujeira exterminada foi vindo do fundo das entranhas não necessariamente daí um pouco mais acima do meio do peito mais para a esquerda relutou esperneou gemeu suou liberou boa prática convincente pé no chão terapia esfregão: ah “ dita! ” e nem palpita!?
Veio como “ um insight ” aquela vontade de fazer e fiz sem saber o por quê foi agindo envolvendo entre uma e outra música uma e outra sujeira exterminada foi vindo do fundo das entranhas não necessariamente daí um pouco mais acima do meio do peito mais para a esquerda relutou esperneou gemeu suou liberou boa prática convincente pé no chão terapia esfregão: ah “ dita! ” e nem palpita!?
marina fama
Declaração de amor à Sampa:
“quando o apito da fábrica de tecidos vem ferir os meus
ouvidos eu me lembro de você”...
O dia amanhecendo luminoso
escondo meu rosto
por entre as frestas irregulares
onde o sentimento nasceu.
O que me apetece é imaginá-la
como uma seda tecida em ritmo de vida
- vontade e tesão.
Estampa uma S. Paulo de céu azul brilhante
caindo à tarde menos
cortante
ousa criar novos estilos queimando velhas tendências.
Apesar da excessiva labuta em meio ao fretenir das máquinas
à noite chega ofegante sedenta de brindes eróticos de
amores amantes.
marina fama
domingo, 8 de janeiro de 2012
sábado, 7 de janeiro de 2012
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Transfiguração Marina Fama
Ela pantera em mim a fúria das onças brasileiras
Os leões só observam
A vontade é de subsumir em sua zona demarcada com um simples olhar
(abruptos sentidos decolam)
Hora de espiritualizar o que há:
Despertar diante de outra ótica
Sem lógica
Vôo livre, silêncio profundo
(Deus)
Luzes em partículas quânticas
Metamorfoseando tudo:
Antes, à ditadura da mente
(atraente)
Hoje, o Coração decide a rota
(contente)
20/09/2006.
FOTO
Vidas
Três vidas ávidas de vida
Esperanças escondidas em cobertas cinzas
Batem cruas na cara da rua
Da gente.
Reação insana da humanidade
Que caminha para onde
Não se sabe.
Apenas retóricas...
Onde andam os genuínos
Sentimentos ?
Tecnologia ?
Alimentos transgênicos?
Pra que?
Será que só Deus sabe?!
Marina Fama
20.09.2006
Marina Fama
“Nesta noite funda, fria e sem Deus”.
De dia geme e corre,
De noite finge que dorme.
Camuflando os breus
em vã proteção aos seus.
“Nesta noite funda, fria e sem Deus”,
Invocam-se Proteus, Zeus, Eus.
Num País dos becos, dos nadas,
Das subs, subs, sub-raças em manadas.
Ilude-se de prima, debaixo pra cima
Sem ter, sem saco, sem rima.
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