quarta-feira, 29 de julho de 2015



 À DERIVA

20.09.2006




Marina Fama



“Nesta noite funda, fria e sem Deus”.





De dia geme e corre,
De noite finge que dorme.

Camuflando os breus
em vã proteção aos seus.

“Nesta noite funda, fria e sem Deus”,
Invocam-se Proteus, Zeus, Eus.

Num País dos becos, dos nadas,
Das subs, subs, sub-raças em manadas.

Ilude-se de prima, debaixo pra cima
Sem ter, sem saco, sem rima.

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